The Perry Bible Fellowship

Quem devia estar postando isso é o nosso amigo pichador/grafiteiro cartunista Arthur Porto, mas furto pra mim o prazer de apresentar pra vocês a Perry Bible Fellowship.

O pai da criança se chama Nicholas Gurewitch, que, na minha opinião, merece um troféu por ter animado muitas das minhas monótonas e ociosas madrugadas pós-adolescentes.

A PBF é uma série de tiras desenhadas e roteirizadas pela mesma pessoa, sem qualquer interferência de terceiros. As histórias em sua maioria são carregadas com um humor cáustico e até mesmo mórbido, mas nunca caindo em obscenidades diretas. É interessante reparar no limiar perfeito que é atingido na mistura entre o nonsense e o humor negro em certos diálogos. Isso sem esquecer de mencionar os diversos estilos gráficos aplicados nas tiras.

Nicholas é parte de uma tendência atual. Como ele, existem vários talentos anônimos e solitários, que trabalham sem editora e que divulgam seu trabalho de graça através dos novos, mas já famosos, sistemas informáticos como RSS (feeds).

Eu separei algumas das minhas favoritas para vocês, preguiçosos mulambentos que não têm coragem de abrir UM site. Aqui, aqui e aqui!

Add comment 6 Maio, 2008

Muxtape.com

Descobri hoje esse site de compartilhamento de Mix Tapes. Além do design do site ser muito simples e fácil de usar, é uma puta boa ideia. Fuciona assim: você tem direito de fazer upload de 12 mp3’s por perfil, daí é só alguém visitar o seu perfil e clicar na música que ela toca no navegador mesmo.

A coisa deve funcionar bem pra bandas independentes e dj’s. Você lança sua banda ou seu set de graça, nun site com o endereço legal, e o design mais clean possível, que nunca agride ninguém. :}

Clica aqui! pra entrar no muxtape.com e na imagem pra entrar no perfil que eu fiz.

1 comment 6 Maio, 2008

Negligência visual.

Me corrijam se eu estiver errado, mas o “Jornal Hoje” (Rede Globo) dedicou, nos últimos dias, pelo menos 55% do seu tempo no ar ao caso da pequena Isabella Nardoni. Assassinada em condições adversas e por motivos desconhecidos, a brutal morte precoce ganhou os televisores e o luto do país inteiro em um intervalo muito pequeno de tempo.

Fato é que, com um drama sem circunstâncias inéditas, a notoriedade do caso evoluiu e, como o próprio JH mostrou, mais uma vez pôde ser notado o poder da imprensa e da mídia no dia-a-dia da vida das pessoas comuns desse grande pedaço de terra que todos chamamos carinhosamente de Brasil.

Em uma demonstração subjetiva do próprio poder, a Globo recentemente exibiu (no próprio Jornal Hoje) uma reportagem sobre uma mulher chamada Ana Paula. Ela, que é mãe de um filho pequeno, pegou dois ônibus, um metrô e faltou ao trabalho, só pra marcar presença no cenário que tantas vezes viu na televisão: A casa dos Nardoni, pais e suspeitos da morte da pequena Isabella, que, com certeza, jamais imaginou que seria motivo de tamanho burburinho.

A Ana Paula podia estar tomando conta daquele pingo de gente que ela cultivou no próprio ventre por nove meses, mas preferiu fazer parte da multidão que se reúne todos os dias para jogar pedras na casa dos Nardonis e entoar coros deveras criativos como “Pega lá, pega lá / O casal pra nóis linchá”.

Pergunto: Na época da ditadura militar sobraram sacrifícios e baixas humanas na brava luta pelo direito de obter a liberdade de expressão como um direito de qualquer cidadão. É impressão minha, ou nós, cidadãos, (e até mesmo a mídia como um todo) simplesmente não sabemos direito o que fazer com ela?

Tragédias como essa acontecem no Brasil e no mundo inteiro, caros (poucos) leitores. Qualquer um pode pegar qualquer jornal diário e ler as páginas policias para, em seguida, se horrorizar com crimes e falcatruas ilegais com uma crueldade que superam facilmente o caso da pequena Isabella.

Óbvio, de jeito nenhum eu estou querendo dizer que o caso em questão merece menos atenção ou comoção, mas por qual motivo ele merece mais que todos os outros?

Não existem mais tramóias políticas no Brasil? O tráfico de narcóticos foi exterminado? Todos os pedófilos foram presos? Trabalho infantil e escravo não são mais uma realidade? Acabou o aquecimento global? O nível da criminalidade e da analfabetização chegaram à estaca zero? O McDonalds vende carne de minhoca, afinal?!

Um belo exemplo é o curta que o Górdi postou. É inegável que a situação denunciada ultrapassa o status de absurdo gritante, sem esquecer que as circunstâncias apresentadas não são exclusividade da Ilha das Flores. Longe disso, por sinal.

Óbvio, toma muito menos tempo crucificar um entre um milhão de criminosos, voltar pra casa e acompanhar outro caso chocante e perturbador: O padre que levantou vôo usando balões de gás hélio e se perdeu no mar!

Add comment 24 Abril, 2008

Um pouco de cinema

Em 1989, Jorge Furtado mostrou ao mundo o curta-metragem “Ilha das Flores“, um dos 100 melhores curtas da história do cinema segundo os organizadores do festival de Clermont-Ferrand, na França. O filme tem um texto MUITO bem escrito e argumentado. Adoro esse tipo de narrativa, que prende a atenção, que instiga o âmago do publico em querer saber qual o próximo fato e o que ele vai desencadear. Quando acabei de assistir ao curta dirigido por Furtado, outro filme veio a minha cabeça. “Na vida de um homem“, de Flavio Meirelles, tem um ritmo frenético, um texto muito bom e faturou muitos prêmios em 2000, ano de seu lançamento. Vejam os dois e dêem as suas opiniões.

*Tudo isso começou no Pop Cabeça

Add comment 24 Abril, 2008

Diálogos imperdíveis que ninguém quer ouvir.

Um momento inspirado, eu acrescentaria. Após longa história sobre um indivíduo do sexo feminino altamente provido de beleza, ergueu-se a seguinte indagação:

-Depois de toda essa cagada, ela tomou meio quilo de Valium, entrou em coma e ficou internada, beirando a morte por sei lá quantos dias! Tu acreditas?!

-Ah, rapá, se eu entro num hospital e vejo uma mulher daquelas deitada, inconsciente e com uma placa escrito “COMA” do lado, tu sabe o que eu era capaz de fazer?!

-…

De bônus, mais outra pérola oriunda do mesmo bate-papo:

-Quando os meus pais eram casados, a mamãe chamava o papai de “benhê”. Era tão bonitinho, parecia coisa de casal apaixonado da novela das 20h.

-Mamãe chamava o papai de Mulher-Gato mesmo.

-…

Add comment 23 Abril, 2008

Propagandas Legais

Hoje começo minhas postagens nesse blog. No primeiro post quero compartilhar com vocês, leitores, uma propaganda feita para a comeração dos 100 anos da ABI( associação Brasileira de imprensa). Feita por Nizan Guanaes, o video mostra as diferenças que uma virgula pode fazer em um texto. Não é a toa que ele é considerado um dos maiores publicitarios do brasil. Abaixo o video do comercial.

Em tempo, deixo pra vocês o link do Falando Nisso para a palestra do Nizan Guanaes na 22 semana internacional de criação. http://www.falandonisso.com/2008/04/18/22%c2%aa-semana-internacional-da-criacao-nizan-guanaes/

2 comments 18 Abril, 2008

Diálogos imperdíveis que ninguém quer ouvir.

Dou aqui o pontapé inicial da minha participação neste delicado sítio virtual, em resposta à acusação incoerente de negligência direcionada à minha pessoa no post anterior. A boca marota desse acusador sem fundamentos é , sem dúvida, banhada a cepacol sabor chorume.

Estréio aqui levando ao mundo um diálogo recheado de inteligência, desprovido de subjetividades e de extenso conhecimento cultural, ocorrido entre três comparsas dentro de um automóvel em movimento.

-Quando eu morava nos EUA, descobri que tinha uma tribo lá de uns hippie que só faziam plantar batata e maconha! Tipo agricultura de subsistência, saca?

-(Todos riem)

-Mas então a dieta deles é composta só de batata?

-Não, porra. Eles vendiam uma parte das batatas..

-Pra comprar mais maconha?

-…

(Os colaboradores do obolog não têm absolutamente nada contra os hippies ou qualquer tribo habitante de qualquer parte do globo. Inclusive, vale ressaltar que nós os achamos pessoas muito felizes, além de ficar à vontade como ninguém).

2 comments 18 Abril, 2008

Muse – Haarp

Muse dispensa descrições. Esse link é pro cd do cd/dvd lançado agora em março, ao vivo no carimbado Wembley Stadium. Vale mais do que a pena.

*link cedido pelo leandro, um dos autores aqui do bolog.

1 comment 18 Abril, 2008

The Trashmen – Surfin’ Bird

Como nenhum dos outros participantes do bolog se manifesta, eu venho aqui mais uma vez iniciar uma nova sessão. Serão disponibilizados aqui, links para downloads de albuns completos de bandas que na nossa opinião (as vezes só de um de nós) é legal e merece ser compartilhado.

Começo com uma banda que encontrei por acaso googlando blogs por aí. The Trashmen.

Norte Americana, mas precisamente de Mineapolis. Surf Music crassudo, com o detalhe de ter um som bem ‘garageiro’ e ’sujo’. É considerada por alguns críticos musicais um dos primórdios do shoegaze. o nome da banda diz tudo, puro lixo, mas um lixo melodioso. Vale a pena.

A banda tem um hit, sim, um hit bem hit por sinal, música que leva o nome do álbum”the surfin’ bird” chegou a fazer parte do top 5 americano na época. Essa música foi regravada por muitos artistas, inclusive pelos Ramones.

*catei descaradamente do Mulambada

Add comment 18 Abril, 2008

ressalva importante (?)

“É de suma importância ressaltar que os diálogos aqui publicados só o foram por serem possuidores de uma imensa carga de bom humor no exato momento em que foram concebidos. Se por algum acaso você não riu de nenhuma dessas conversas ou simplesmente achou essa idéia uma bosta, fique à vontade para fechar esta janela  “

Add comment 10 Abril, 2008


Feeds

Categorias

Contador de Click's